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Segundo
o Anuário Espírita, temos notícias apenas de duas
existências de Scheilla: uma na França e outra na Alemanha.
- Na existência
francesa chamou-se Joana Francisca Frémiot, a qual casou-se aos
20 anos de idade com o Barão de Chantal, passando a denominar-se
Baronesa de Chantal, com o qual teve 4 filhos. Todavia muito cedo perdeu
seu marido, e daí abandonou o mundo com seus 4 filhos, partilhando
o seu tempo entre orações, as obras piedosas e os seus deveres
de mãe.
Em 1604, tendo vindo pregar em Dijon o Bispo de Genebra, S.Francisco de
Salles, e, submeteu-se à sua direção espiritual.
Fundaram em Annecy a congregação de Visitação
a Maria em 1610, que chegou a contar com 87 conventos e, no primeiro século,
6500 religiosos. A Baronesa de Chantal, dirigiu como superiora de 1612
a 1619, a casa que havia fundado em Paris, no bairro de Santo Antônio
(Enciclopédia e Dicionário Internacional, W.M. Jackson,
Inc).
Passando por grandes dificuldades, conseguiram supera-las e em 1619, São
Vicente de Paulo ficou como superior do Convento da Ordem da Visitação,
época em que a Baronesa de Chantal retornou a Annecy, onde ficava
a casa mãe da Ordem A Santa. Várias vezes tornou a ver São
Vicente de Paulo, que tornou-se seu confessor e diretor Espiritual A 13
de dezembro de 1641, ela veio a falecer.
Em 1767, foi canonizada pela Igreja Católica, como Santa Joana
de Chantal, ou Baroneza de Chantal.
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- A outra
encarnação que temos conhecimento, foi na Alemanha, no período
da segunda guerra mundial, onde exercia as funções de enfermeira,
e desencarnou por volta de 1943 em Hamburgo, em conseqüência
do ataque aéreo sobre esta cidade.
Tudo indica que Scheilla vinculou-se, algum tempo após a sua desencarnação
em terras alemãs, às falanges espirituais que atuam em nome
do Cristo, no Brasil.
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- Diversos
foram os fenômenos de materialização que realizou
através de diferentes médiuns.
O Diretor-Presidente desta Instituição a qual ela empresta
seu nome, teve por volta de 1977/78, a felicidade de assistir uma reunião
mediúnica onde irmã Scheilla, por intermédio do médium
Divaldo Pereira Franco, materializou rosas e as distribuiu, como conversou
com diversos participantes daquela reunião, que foi realizada na
Mansão do Caminho.
Pela assistência carinhosa que sempre emprestou a diversos trabalhadores
daquela casa, resolvemos homenageá-la colocando seu nome em nossa
Instituição. Inspirados pela Espiritualidade ficou com o
nome de FRATERNIDADE ESPÍRITA IRMÃ SCHEILLA.
* * *
- Agradecida
e sensibilizada, mandou-nos em 28.11.2001, também por intermédio
do Médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica
realizada na Mansão do Caminho a mensagem abaixo, como orientação
para os trabalhos de nossa casa, a saber:
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- Guardada em vasilhame precioso, a semente pensava: - Que será
de mim, aqui esquecida e transformada em adorno?
Levada ao solo generoso, onde foi sepultada, exclamou: - Deus meu, morro
asfixiada, sofrendo o fardo de terra que me esmaga.
Aquecida e abençoada por suave umidade, experimentou a transformação
interna e, arrebentando-se, gritou na cova: - Despedaço-me e não
sei o que sucede!
Desdobrando delicada raiz que se aprofundou no solo e erguendo uma frágil
haste, saiu da intimidade do sepulcro e sentiu a tepidez do sol, a brisa
da manhã, e inquieta, interrogou: - Onde me encontro? Que se passa
comigo?
Lentamente experimentou a agressão das pragas, a chuva torrencial,
a canícula e o vendaval, mas entendeu que a vergôntea adquiriu
resistência, desdobrou a ramagem, sentiu-se segura, no entanto,
voltou a perguntar: - E agora, que sucederá comigo tão modificada?
O tempo silencioso e calmo seguiu o seu curso e a antiga semente, ora
transformada em planta robusta, cobriu-se de flores e então sorriu
exclamando: - Eu sou beleza, perfume e benção.
Por fim, quando as flores cederam lugar aos frutos e a outras sementes,
ela gritou exultante: - Eu sou vida e sou filha de Deus!
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- O processo
da evolução é uma sucessão de partos, encerrando
ciclos em dor e ensejando etapas de crescimento e realização.
Para viver, morre a semente.
Para que haja a ressurreição é indispensável
a morte.
Para que os metais se tornem utilidades, experimentam a fornalha e a bigorna.
Para que o Espírito ascenda ao reino de Deus e alcance a plenitude,
são indispensáveis as etapas de sucessivas transformações.
A dor, desse modo, é mecanismo de indispensável evolução.
* * *
- Nossa Casa
é uma fortaleza colocada em pleno campo de batalha, para albergar
aqueles que forem colhidos pelo vendaval e atingidos pela artilharia do
desespero.
- Suas portas devem permanecer sempre abertas para recolher os aflitos,
os desesperançados, os agônicos.
- Que o amor, em forma de luz libertadora, predomine nos corações
que se candidatem, ao serviço do Bem.
- Instalada a paz, que se irradie como bênção de esperança,
acolhendo encarnados e desencarnados que cheguem necessitados de apoio
e esclarecimento.
- E quando alguma tempestade tombar ameaçadora, que os membros
do trabalho se recordem da semente e prossigam confiantes, aguardando
a destinação da enflorescência e da frutificação.
Scheilla
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